O espaço interno, por seu lado, procurou acentuar a ideia de espaço público. Este conceito foi arquitetonicamente sublinhado ao articular o desenvolvimento dos espaços a partir de uma grande “praça”, sendo intencional a opção pela calçada à portuguesa para o revestimento do chão, o revestimento mais bonito que no dia a dia se pisa em cada praça, em cada rua. A biblioteca tem ainda uma grande abertura, em termos construtivos, o conceito de “biblioteca como espaço aberto”, e uma subtil indefinição entre espaço interno/espaço externo que a transparência do vidro permite obter.
Para tornar a biblioteca central um espaço vivo e dinâmico, o projeto de construção contemplou uma organização estruturada em oito setores: Entrada, livre acesso adultos, consulta local adultos, audiovisual, informática, espaço infantojuvenil, ludoteca e serviços técnicos. No entanto, ao longo do tempo existiu um processo de qualificação em termos de espaços e serviços, passando a oferecer-se também atualmente um serviço de informação à comunidade, um espaço júnior e um espaço jovem dissociados e autónomos, uma bebeteca e um espaço intercultural.
Destaque-se que a Biblioteca Municipal do Seixal foi a primeira biblioteca pública portuguesa a oferecer, nos seus espaços, uma ludoteca e um serviço para autoutilização de tecnologias de informação e comunicação, e acesso à Internet.